terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tomar, cidade dos Templários

Castelo Templário de Tomar


A construção do Castelo de Tomar iniciou-se em 1160, pela mão dos templários, fazendo parte de uma linha de defesa contra as investidas muçulmanas.

Este objectivo viria a ser provado e 1190, com um ataque das forças do emir de Marrocos, em que Tomar não só resistiu ao cerco como lhes infligiu pesadas baixas, passando uma das portas do castelo a designar-se Porta do Sangue.

Com a extinção da ordem em 1312, o rei D. Dinis, entregou Tomar à Ordem de Cristo, de que viria a ser governador o Infante D. Henrique, que terá residido neste castelo.

A partir de 1495, no reinado de D. Manuel I, são feitas diversas obras dentro do recinto do castelo, como a ampliação do Convento de Cristo e dos Paços da Rainha, criando um dos mais belos conjuntos arquitectónicos portugueses, numa reunião harmoniosa de diversos estilos arquitectónicos.

Classificado como Monumento Nacional e Património da Humanidade, encontra-se bem conservado, tem vindo a ser alvo de diversas obras de conservação e restauro, nomeadamente na Charola, uma das mais belas obras construídas pelos templários, supostamente inspirada no Templo de Jerusalém

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Tomar, cidade dos Tempários


Convento de S. Francisco



O Convento de São Francisco é um edifício maneirista construído em torno de dois claustros.

Em meados do século XVII substituiu a capela de Nossa Senhora dos Anjos. Acolheu a comunidade da então extinta casa de Santa Cita.

Templo do século XVII (1625-1660), característico da Arquitectura Chã. A fachada destaca o maneirismo do portal e do frontispício.

No interior, de uma só nave coberta a grande altura por uma abóbada de berço, realçam-se as esculturas de um raríssimo Calvário e as quatro representações pictóricas da Vida da Virgem.

Na primeira capela do lado do Evangelho sobressai a imagem de Santa Iria, padroeira da cidade de Tomar.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Tomar, cidade dos Templários

A Ponte Velha ou Ponte de D.Manuel é de origem romana, localiza-se junto à Igreja e Convento de Santa Iria e é um dos acessos ao centro histórico da cidade de Tomar.
A Ponte de D. Manuel foi sujeita a várias obras de recuperação, a primeira no ano de 1480, depois em 1550 devido ás cheias, D. João V em 1710 mandou construir guardas e por fim, já no século XX voltou a sofrer obras de restauro.

Tomar, cidade dos Templários



Roda do Mouchão
A Roda do Mouchão é composta de alcatruzes de barro com capacidade de cinco litros cada. Diz-se que a capacidade de movimentação de água desta Roda é de 750 hectolitros por hora.
A Roda do Mouchão foi construída por decisão camarária no ano de 1976. Esta Roda contém um minucioso trabalho de carpintaria e é constituída por madeira de pinho e de carvalho e dela fazem parte diversas peças com nomes técnicos como “eixo”, “os braços”, “o fecho-real”, “os contra-fechos”, “a grade”, “a boneca”, “os travessões das grades”, “os raios”, “os travessões dos raios”, “as penas”, “as cintas”, “palmetas dos raios”, “tornos” e os “alcatruzes”, estes últimos são feitos de barro e têm uma capacidade de cinco litros cada. A água que faz rodar esta Roda, provêm de sete principais açudes, três ficam na zona nascente da cidade, dois a jusante e outros dois dentro da cidade.

Tomar, cidade dos Templários

Tomar, cidade dos Templários

O rio Nabão é um rio português afluente do rio Zêzere que passa na cidade de Tomar. Nasce em Ansião, no lugar dos Olhos de Água, e a ele junta-se, a cerca de dez quilómetros de Tomar, a nascente do Agroal. O Rio Nabão desagua na margem direita do Rio Zêzere, depois de um percurso de 66 km.
Ao longo do seu curso tem como afluentes: ribeira da Quebrada, ribeira de Caxarias, Ribeira de Seiça...
Ao rio Nabão anda associada a lenda de Santa Irene (ou Santa Iria).
seu nome romano era Nabanus. Na Idade Média era conhecido também como Tomar ou Thomar e na parte superior era Tomarel. Documentos do século XII atribuídos ao Bispo de Lisboa, D. Gilberto, referem-se a um "Portus de Thomar", na definição dos limites territoriais do Castelo de Cera. Do contexto compreende-se que esta referência corresponde a uma travessia (Portus) de um curso de água, situada provavelmente entre Formigais e Rio de Couros. Em 1542 o "Tombo dos Bens e Direitos da Mesa Mestral", com data de 6 de Maio, por Pedro Álvares, é perfeitamente claro relativamente a esta designação de rio Tomar, ainda em uso na época.
Amorim Rosa fala de registos históricos de grandes cheias em 1550, na segunda metade do século XVII, no final do século XVIII, em 1852 e em 1909.
Estátua de Fernando Lopes Graça e Fernando Araújo Ferreira, em Conversa Amena


Fernando Lopes Graça

Fernando Lopes- Graça, nasceu na cidade de Tomar a 17 de Dezembro de 1906 e faleceu em Parede, Cascais, a 27 de Novembro de 1994.

Considerado um dos maiores compositores do século XX, Fernando Lopes -Graça, cedo começou a trabalhar como pianista no Cine- Teatro de Tomar, sendo ele próprio que elaborava os arranjos que interpretava.

Mais tarde fundou em Tomar o Semanário Republicano " A Acção", e, devido à sua oposição ao regime político, foi preso e desterrado em Alpiarça. Foi militante do PCP, onde recebeu rasgados elogios numa homenagem dirigida por Jerónimo de Sousa.



Até à data Fernando Lopes- Graça recebeu imensas homenagens, concursos de música a si dedicados e locais onde constam o seu nome.

Tomar tem uma rua com o seu nome, tem ainda a estátua onde está ladeado com o seu amigo Nini Ferreira, tem o Auditório e brevemente na casa que o viu nascer, será inaugurada a Casa Museu. Em Parede conta com uma Escola Secundária, em Palmela (Cascais) um Auditório, o primeiro ao ar livre em Portugal e um dos maiores da Europa e tem ainda no Centro Cultural de Belém a sala 14, em sua homenagem.



Fernando Araújo Ferreira



 Fernando Araújo Ferreira, conhecido também por Nini Ferreira, nasceu em Tomar a 29 de Outubro de 1912 e faleceu a 6 de Novembro de 1998. Licenciado em farmácia, foi ecologista, escritor, jornalista distinto e poeta inspirado.



Os seus escritos são indispensáveis para se conhecer a história, a tradição e o pulsar das gentes de Tomar.



A Festa dos Tabuleiros muito lhe deve em dedicação e incentivo.

Brevemente, estará patente num dos locais de cultura de Tomar uma exposição a ele relativa.